Aconteceu agora: membro da Comissão Eleitoral do Corinthians renuncia

O secretário e membro da Comissão Eleitoral do Corinthians, Carlos Roberto Elias, renunciou ao cargo do Timão. Na manhã desta sexta-feira (27), o advogado enviou a Alexandre Husni, presidente do Conselho Deliberativo do clube, a carta de formalização de sua saída. Agora, Husni, junto com o presidente da Comissão, vai convocar um novo membro para substituir Elias.

Entenda melhor o caso

No documento, Elias cita sobre a revelação do vazamento de troca de mensagens entre ele e membros da Chapa 33 em discussão sobre a possibilidade de pedido de impugnação da candidatura de Augusto Melo. “Se faz ressaltar que não fui o remetente da referida mensagem”, escreveu no texto encaminhado a Husni. 

“Contudo, para evitar maiores transtornos e visando a lisura das eleições do Corinthians, ei por bem, solicitar meu afastamento definitivo da Comissão Eleitoral. Desta forma, devidamente esclarecidos os fatos e, com a consciência tranquila de ter exercido, neste período, o encargo a mim imposto, faço a renúncia ao cargo de secretário e membro da Comissão Eleitoral”, completou.

Alexandre Husni e Ivaney Cayres de Souza, presidente da Comissão Eleitoral, vão convocar um novo membro para substituir o espaço deixado por Carlos Elias. A Comissão Eleitoral do Corinthians, neste momento, está composta por Carlos João Eduardo Senger, Domingos Savio Zainaghi e Paulino Tritapepe Neto, além de Ivaney.

Vale lembrar que a nomeação de Carlos Elias aconteceu sob polêmica desde a primeira indicação. Ele já advogou profissionalmente para André Luiz Oliveira, o André Negão, candidato de situação à presidência do clube para o pleito agendado para 25 de novembro deste ano. Conforme Carlos Elias, que enviou um ‘print’ à Gazeta Esportiva, algumas das mensagens atribuídas a ele, inclusive a polêmica frase “nosso adversário” em referência a Augusto Melo, é de autoria de Nadir Campos Junior.

“O cargo de secretário atribui a análise das certidões para homologação das candidaturas. Fiz e-mail para todos os representantes de chapas retificarem certidões e documentos para habilitação das candidaturas. Neste contexto, houve diversas perguntas e indagações. Apenas orientei os representantes de todas as chapas. Não fui eu que falei nada disso”, argumentou. 

“Apenas orientei a assinatura (dos pedidos de contestação da candidatura de Augusto) e entregar com urgência por causa do prazo. O que foi atribuído a mim não foi de minha autoria”, completou. Carlos Elias, na ocasião, afirmou que pretendia agendar uma reunião com Alexandre Husni para apresentar sua defesa e refutava deixar a comissão por vontade própria.

“Foi um trabalho extenso, de análises, organização, contatos com representantes. Eu recebi toda a documentação de forma isolada, não tive cooperação de nenhum membro da Comissão”, disse. Poucas horas depois, no entanto, Elias mudou de ideia e preferiu se retirar por entender que “não houve acolhimento” mesmo após conversas internas com o presidente da Comissão Eleitoral.

“Nós recebemos ‘prints’ de mensagens e apuramos. A Comissão se reuniu, discutiu e aprovou, por unanimidade, essa decisão. A Comissão Eleitoral narra os fatos, delibera e Husni é quem vai decidir”, explicou Ivaney Cayres de Souza à Gazeta Esportiva, na última quarta-feira (25), antes da decisão final.

Comentários estão fechados.