Corinthians gera influência e Caixa deve voltar a investir no futebol

A avançada negociação entre o Corinthians e a Caixa Econômica Federal para a quitação da Neo Química Arena, considerada fechada pelas partes envolvidas, juntamente com a visita do presidente da instituição financeira, Carlos Vieira, ao estádio no último domingo (19), faz parte de um movimento para que o banco estatal retome investimentos no futebol.

O último envolvimento da Caixa no futebol teve início com o Corinthians em 2012, quando o banco fechou um acordo de patrocínio master da camisa durante a gestão da presidente Dilma Rousseff. Esse movimento resultou em uma série de patrocínios que beneficiaram mais de 30 clubes até 2017, quando os contratos foram encerrados durante o governo de Michel Temer.

No entanto, fontes ligadas à negociação ouvidas pela Central do Timão consideram pouco provável que o banco retorne como patrocinador direto.

Os indícios sugerem que a Caixa poderia criar uma divisão específica para investimentos esportivos, seguindo o exemplo de bancos internacionais como o Goldman Sachs e o JP Morgan, que têm atraído investidores americanos para o futebol italiano. Recentemente, o Real Madrid anunciou o Saudi Investment Bank como novo patrocinador.

Investimento em arenas

De acordo com essas fontes, o setor financeiro tem considerado clubes e estádios como investimentos atrativos para grandes investidores, graças ao potencial de realização de eventos lucrativos, diversificação da programação nas arenas e acesso aos camarotes em grandes partidas, para estreitar relacionamentos corporativos com clientes.

Estrategicamente, as conversas envolvem a possibilidade de a Caixa atuar na viabilização de acordos para Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs) e outros investimentos correlatos, como a exploração de arenas, o que faria sentido no caso do Corinthians, conforme explicado pelo diretor financeiro Wesley Melo na última semana.

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