FIFA adota punição que pode culminar em derrota antes dos 90 minutos

A FIFA, a federação internacional que governa o futebol, anunciou medidas severas e inéditas para combater o racismo nas partidas ao redor do mundo. O anúncio inclui um protocolo rigoroso que agora será adotado pelas suas 211 associações filiadas. Esta decisão vem em resposta aos crescentes casos de racismo que têm manchado o esporte mundialmente, e que exigem uma postura mais firme e eficaz das autoridades do futebol.

O protocolo de três passos introduzido inclui medidas progressivas para lidar com incidentes racistas durante os jogos. Primeiro, o árbitro deve interromper o jogo e solicitar um anúncio público, exigindo o fim do comportamento racista.

Se isso não resolver, o passo seguinte é a suspensão temporária do jogo, com os times sendo enviados para fora do campo e um novo anúncio sendo feito. Se o comportamento persistir, o árbitro tem poder para encerrar o jogo e a equipe associada aos atos racistas será declarada perdedora.

Além da interrupção do jogo, os jogadores e árbitros foram instruídos a adotar um gesto específico – dois braços cruzados com as mãos esticadas – para indicar a ocorrência de racismo. Este gesto visa também a conscientização e a comunicação clara para o público sobre o início do protocolo antirracismo.

O jogador brasileiro Vini Jr., estrela do Real Madrid e da seleção brasileira, tem sido uma figura central nesta nova campanha. Seu envolvimento e os recentes incidentes de racismo dos quais foi vítima impulsionaram ainda mais a urgência das novas medidas. Vini Jr. tornou-se um símbolo da luta contra o racismo no futebol, participando ativamente das consultas que levaram à formulação do novo plano.

Educação e Pressão Política Como Ferramentas de Mudança

A FIFA não apenas está ajustando as regras no campo, mas também se compromete a influenciar mudanças fora dele. A entidade está pressionando para que o racismo seja reconhecido como crime em todos os países, e está implementando um programa específico de educação, reforçando que “nenhuma criança nasce racista”.

Espera-se que, com essas iniciativas, haja uma mudança significativa não apenas nas regras do futebol, mas também na cultura e na mentalidade dos envolvidos e espectadores em todo o mundo. As novas regras da FIFA representam um momento crucial para o combate ao racismo no esporte mais popular do mundo.

Vai além de penalidades em jogos, buscando uma reforma educativa e cultural, e mostra o esforço contínuo e necessário para erradicar o racismo do futebol e fomentar um ambiente inclusivo e respeitoso para todos.

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