FIFA sofre derrota na Justiça e brasileiro deve receber R$ 206 milhões

Na última terça-feira (14), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) teve uma decisão histórica envolvendo a FIFA e um cidadão mineiro, em torno da criação do spray utilizado em jogos de futebol. Depois de muita polêmica, e processos jurídicos, Heine Allemagne, natural de Ituiutaba, foi reconhecido como dono da patente e deve receber US$ 40 milhões (R$ 206,5 milhões, na cotação atual).

Em entrevista à Itatiaia, Heine celebrou a decisão do STJ, dizendo que a vitória na Justiça representa não somente os 23 anos de luta, mas também uma revolução iniciada por ele no futebol mundial. Depois de muita perseverança, contra todas as tentativas da entidade em anular as patentes, o mineiro saiu vencedor de uma ‘Copa do Mundo particular’.

Heine Allemagne: “Eu venci a FIFA”

“Esse projeto começou na Taça BH, em que o América se fez campeão com um gol de falta, aos 45’ do segundo tempo, provando que essa ferramenta poderia ser decisiva e até mesmo decidir uma final de Copa do Mundo. À época, o Osmar Camilo era o presidente da arbitragem de Belo Horizonte e recepcionou esse projeto como uma experiência para o futebol e veio ganhando o mundo”, disse.

Foram longos cinco anos desde que a FIFA pediu à Justiça do Brasil que a patente do spray fosse anulada, questionando a informação de que o brasileiro havia realmente inventado a ferramenta. Vale ressaltar que, em março deste ano, a entidade máxima do futebol já havia sido derrotada na Vara Federal.

“São dois cases: a introdução de uma ferramenta que revolucionaria o futebol mundial e, ao mesmo tempo, um case jurídico. Uma vitória de Davi contra Golias. Estou feliz pelo reconhecimento na justiça da invenção. Dentro de campo, da utilidade dessa ferramenta que ajuda a arbitragem no momento decisivo. Importante frisar que isso restabelece a segurança jurídica. Patente é uma coisa muito séria e o direito de propriedade tem que ser respeitado. Vencemos algo histórico no futebol mundial”, concluiu.

Comentários estão fechados.